Soninho dos bebês

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Lígia Coimbra é ex-cirurgiã dentista formada pela UNESP. É criadora do método Recém-Mamãe sono, autora do e-book "Sono de Anjo 2.0" e digital influencer. Mãe de 3 filhos, atua como Consultora de SOno de bebês ha quase dois anos. Palestrante online e presencial, costuma reunir nas suas aulas onilne e gratuitas semanais 7 mil mamães.
Lígia Coimbra é ex-cirurgiã dentista formada pela UNESP. É criadora do método Recém-Mamãe sono, autora do e-book “Sono de Anjo 2.0″ e digital influencer. Mãe de 3 filhos, atua como Consultora de SOno de bebês ha quase dois anos. Palestrante online e presencial, costuma reunir nas suas aulas onilne e gratuitas semanais 7 mil mamães.

Os pais podem sobreviver a esse momento tão complicado que é o sono do bebê de 0 a 2 anos. Se você tem um bebezinho aí na sua casa, certamente sabe do que estou falando! Mas por que o sono dos bebês é tão difícil?

Nesse comecinho da vida, os pequeninos têm o sono muito irregular devido às próprias características fisiológicas, como imaturidade neurológica, relógio biológico em formação e incapacidade de adormecer da mesma forma que os adultos fazem.

Os bebês precisam se alimentar em intervalos curtos para manter a nutrição e a hidratação. Eles ainda estão se adaptando a esse mundo tão diferente do lugar onde estavam até o nascimento e não sabem pegar no sono sozinhos: os pais precisam ensinar isso também, até que durmam uma noite inteira – o que leva quase 1 ano.

Como prevenção à Síndrome da Morte Súbita do Lactante, é recomendado que os bebês durmam no mesmo quarto que os pais até os 6 meses de vida – O que pode comprometer ainda mais o sono do casal. Esse momento é muito conturbado na noite do bebê e inevitavelmente traz consequências aos pais também.

Alguns dos danos causados pela privação:

-Baixa no sistema imunológico;
– Irritabilidade;
– Ganho de peso e acúmulo de gordura;
– Desregulação da pressão arterial;
– Dificuldade de concentração;
– Queda na produção do leite materno;
– Depressão;
– Comprometimento da memória;
– Ansiedade;
– Alteração de humor.

Para contornar essas consequências, algumas orientações importantes:

PARA AS MAMÃES
Dicas para a mamãe aproveitar o sono da melhor forma

– Descanse com seu bebê sempre que tiverem oportunidade. A casa, a bagunça, a roupa acumulada podem esperar mais um pouquinho.

– Enquanto o bebê faz a sonequinha dele no berço, escureça e silencie o ambiente e deite na sua cama. Durma mesmo, no seu colchão gostoso, no seu espaço. Dormir sentada ou em colchonetes no chão acabam com a sua coluna, que precisa estar forte para segurar, embalar, amamentar e acolher seu bebezinho.

– Peça e aceite ajuda! Não tenha vergonha ou pudor de aceitar que a sua mãe, sogra, amiga, prima, venham passar uma tarde com você, para que você descanse. Pense na sua saúde física e mental, pense na sua produção de leite. Umas horinhas de sono a mais nesse momento fazem milagre!

PARA OS PAPAIS
Dicas para os papais auxiliarem da melhor maneira o sono do bebê – e da mamãe

Não deixe de ajudar sua esposa, apesar do trabalho durante o dia todo e das preocupações e cobranças. Ela precisa ser acolhida física e emocionalmente para que consiga fazer o mesmo com o filho de vocês.

Formas de ajudar:

– Participe do momento do banho do bebê;

– Fique com o pequeno por um tempinho, para a mamãe tomar um banho mais longo, lavar o cabelo, fazer uma refeição quentinha;

– Se não for hora do bebê mamar, pegue-o no berço, embale, acolha e faça-o adormecer;

– Se for hora de mamar, traga o bebê para a sua esposa. Coloque-o para arrotar após a amamentação e leve-o para o berço.
– Se estiver chegando em seu limite, combine com a sua esposa e durma uma noite toda em outro ambiente. Faça isso eventualmente. O cansaço precisa ir sendo dosado e revezado na medida do possível.

Não deixe que o cansaço e a exaustão tirem a alegria e a beleza desse momento único que é a chegada do bebê. Esse clima de parceria é fundamental para a sua família e fará toda a diferença para vocês. Não subestime a importância de descansar nesse momento, combinado?

O significado dos sonhos

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Bruna Thiele é psicóloga clínica psicoterapêuta com ênfase na abordagem da terapia cognitivo-comportamental
Bruna Thiele é psicóloga clínica psicoterapeuta com ênfase na abordagem da terapia cognitivo-comportamental

Seus sonhos de todas as noites têm relação direta com seus sentimentos e pensamentos: o conteúdo das histórias que você vive enquanto dorme são resultados de suas experiências e aprendizados enquanto você está acordado. Em resumo, os sonhos são considerados um momento em que o inconsciente está se comunicando com o consciente, permitindo acesso à personalidade e aos desenhos ocultos da mente. Os temas de cada sonho são gerados a partir de padrões comportamentais, e trazem muitas informações importantes sobre a saúde mental do indivíduo.

Um exemplo bastante claro são sonhos com perseguição ou abandono, ou ainda algum tipo de fracasso: essas pessoas podem estar sob forte estresse, depressão, medo ou sentimentos ocultos. Uma pessoa que está trabalhando em excesso pode sonhar com uma viagem ou um dia relaxante na praia. Esse é um alerta da mente para uma necessidade de mudança no cotidiano. Outros sonhos que são de simples entendimento são avós que sonham com os netos que estão por vir e jovens sonham com aprovação no vestibular: exposição de desejos intensos que acabam sendo representados enquanto dormem.

Sonhos de crianças são geralmente mais simples e de conteúdo menos complexos: brinquedos e doces, por exemplo. Em adultos, o inconsciente pode usar os sonhos como código para quebrar a censura de barreiras da realidade, moral e lógica. Se uma pessoa, por exemplo, é casada, provavelmente acordada pensará duas vezes antes de efetuar uma traição devido à censura, ainda que esteja vivenciando problemas no seu relacionamento. Já no sonho, essa censura fica mais amena, então pode ocorrer mais facilmente um conteúdo em que esteja traindo, o que pode representar um desejo de melhora das questões adversas que estão acometendo seu casamento.

É importante considerar que os sonhos têm significados além dos literais: afinal, estão ligados aos desejos, compreensão científica das preocupações cotidianas e respostas emocionais. Para descobrir o que de fato nosso cérebro está querendo expressar por meio das imagens sonhadas, é necessária atenção de um profissional especializado. Busque ajuda quando os sonhos estão sendo recorrentes ou se o conteúdo sonhado está afetando o emocional e o cotidiano, ou ainda se o sonho está causando incapacidade de executar atividades por receio do conteúdo sonhado, por exemplo.

Insônia: conheça os diferentes tipos

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Distúrbio do sono caracterizado pela dificuldade de adormecer, estima-se que a insônia afeta 40% dos brasileiros. Rolar de um lado para outro na cama leva problemas para o dia seguinte: quem sofre de insônia, seja qualquer um dos tipos, tem dificuldades de concentração e dor de cabeça.

A insônia pode ser classificada em três tipos: transitória, aguda ou crônica.

A Insônia transitória prejudica o sono por menos de quatro semanas. Geralmente acontece devido a eventos isolados que podem afetar o emocional da pessoa: proximidade de uma viagem ou entrevista importante, brigas, problema com relacionamento. A maioria das crises de insônia transitória está relacionada com problemas para conseguir efetivamente dormir, fazendo com que a pessoa fique acordada horas antes de cair no sono.

Insônia aguda, também chamada de insônia de curto prazo, costuma durar entre quatro a seis semanas. É fruto de problemas emocionais, porém de cunho mais intenso, o que influencia o corpo a longo prazo. Geralmente termina quando a fonte do estresse é tratada. Pode ocasionar sintomas como: baixa energia, dor no estômago, enxaqueca e problemas de concentração.

Insônia crônica é a que afeta o sono por mais de seis semanas. Pode ocasionar noites inteiras de agitação com dificuldades em dois extremos para se conseguir adormecer: ao ir deitar-se prolongando o tempo de pegar no sono; ou  fazer com que o indivíduo acorde muito mais cedo do que o necessário e não consiga voltar a dormir. Em ambos os casos leva a pessoa a virar de um lado para o outro sem conseguir dormir, o popularmente conhecido como: ficar fritando na cama. A causa não fica clara, mas pode ser problemas no ambiente onde se dorme, como problemas na luminosidade ou má qualidade do colchão; excesso de atividades antes de dormir; ou problemas psiquiátricos como depressão ou ansiedade.

Conhecer seus sintomas é uma boa estratégia para combater a insônia de forma realmente eficaz. O tratamento é diferenciado, de acordo com o tipo. Pode necessitar de acompanhamento psiquiátrico, em caso de tratamento medicamentoso, ou com psicólogo.

Segundo estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 30% a 40% dos indivíduos, em alguma fase da vida, experimentarão dificuldades para pegar no sono ou voltar a dormir. A neurologista Andrea Bacelar, em entrevista ao programa Bem Estar da Rede Globo, explica que, em um diagnóstico, precisam ser analisadas questões como ambiente, conforto, aparelhos eletrônicos presentes no quarto e motivos que o fazem acordar durante a madrugada.

Eleve sua qualidade de vida dormindo melhor: procure um médico do sono para uma avaliação mais adequada.

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Prepare-se para uma boa noite de sono

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Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono
Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono

Ter uma boa noite de sono é necessário para recarregarmos nossas energias e iniciarmos mais um longo dia, muitas vezes cheio de reuniões, compromissos, tarefas escolares, serviços domésticos… E há algumas ações essenciais que devemos tornar hábito para alcançarmos o objetivo de dormir bem. Esse é o assunto de hoje no nosso blog.

Para aumentar as chances de termos um sono satisfatório, precisamos enviar ao cérebro sinais de que já está na hora de se desligar dos problemas e afazeres e iniciar o processo de economia de energia celular. Dessa forma, abrimos caminho para uma merecida, esperada e eficiente noite de sono.

Uma atitude importante, porém nem sempre fácil de ser colocada em prática, é não levar tarefas profissionais para casa: problemas de trabalho devem ficar no trabalho! Confira outras dicas importantes:

Alimentação:
• Opte por uma refeição noturna leve, para desacelerar o metabolismo;
• Evite ingestão de álcool antes de dormir: estar embriagado não ajuda seu sono;
• Chás de frutas e flores são indicados ao fim da noite;
• Evite estímulos ao sistema nervoso, como ingestão de substâncias com cafeína ou xantina.

Ambientação:
• Reduza gradativamente a intensidade das luzes da casa, para o cérebro entender que está na hora de iniciar o processo de sono;
• Adeque a temperatura do ambiente de dormir: nem muito frio, nem muito quente;
• Reduza os estímulos luminosos no quarto, para que os hormônios que mantêm a duração do sono sejam secretados naturalmente.

Seu quarto, sua cama:
• Escolha um colchão de qualidade, ideal para o seu tipo de corpo;
• Não utilize a cama ou o quarto para fins de trabalho: esse aposento deve ser reconhecido pelo cérebro como local de repouso e descanso;
• Evite ver TV ou usar computador na cama, pois tende a prorrogar o início do sono.

Lembre-se: dormir bem é um ato de carinho consigo mesmo. Bons sonhos!

Como pessoas acima do peso devem dormir?

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Dr. Samir Daher, especialista em Medicina do Esporte e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).
Dr. Samir Daher, especialista em Medicina do Esporte e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).

Infelizmente o número de pessoas acima do peso vem aumentando a cada ano. Segundo dados do Ministério da Saúde, 52% da população brasileira encontra-se em algum grau de obesidade. Na verdade, trata-se de um problema mundial.

Como o assunto é importante, diversas ações e campanhas para combater o ganho de peso surgem a cada ano. Há vários fatores que contribuem para o sobrepeso, e aqui destacamos um deles: a qualidade e quantidade de sono.

A ciência já comprovou que existe uma relação direta entre aumento de peso e noites de sono mal dormidas. Ocorre um círculo vicioso: as noites mal dormidas alteram o metabolismo, gerando sensação de cansaço o dia inteiro, e compensamos esse cansaço ingerindo mais alimentos que o necessário, aumentando nosso peso. Isso acontece devido à desregulação da produção de hormônios que regulam o sono e que, de acordo com estudos recentes, também auxiliam no controle da fome, ajudando a equilibrar nossa alimentação no dia seguinte. Esse é um dos motivos pelos quais comemos melhor quando dormimos bem.

E necessário interromper esse ciclo. Pessoas acima do peso não conseguem ter um sono regular e satisfatório, piorando ainda mais a situação. Confira algumas dicas para melhorar a qualidade do seu sono, mesmo se estiver acima do peso:

  1. Evite comer imediatamente antes de dormir. Se tiver o hábito de jantar, faça-o pelo menos 3 horas antes de ir para a cama.
  2. Faça refeições leves à noite, evitando alimentos gordurosos, carnes vermelhas e alimentos muito salgados ou doces;
  3. Evite bebidas alcoólicas antes de dormir. Apesar da sensação de relaxamento, elas atrapalham o sono;
  4. Se você estiver acima do peso, opte por um colchão firme para evitar sobrecarga na coluna e dor nas costas. Colchões muito macios não relaxam a coluna durante o sono, deixando-a desprotegida e desconfortável;
  5. Evite dormir de bruços ou de barriga para cima. Dormir de lado evita sobrecarga na coluna e melhora sua respiração, tornando seu despertar mais agradável;
  6. Coloque travesseiro entre os joelhos, pois ajuda a manter a posição de dormir de lado, protegendo ainda mais a coluna;
  7. Ao dormir de lado procure ajustar a altura do travesseiro preenchendo o espaço entre a cabeça e o ombro, a fim de manter a coluna reta, pois facilita a respiração e evita dores no pescoço. Procure utilizar um travesseiro com regulagem de altura, como o travesseiro Conforto Regulável da Ortobom.
  8. Faça atividades físicas: ajudam a emagrecer e melhoram a qualidade do sono.

Siga todas essas dicas e seu dia seguinte passará a ser muito mais agradável!

Sensação permanente de cansaço: sono ruim ou doença crônica?

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Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono
Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono

Ao acordar, muitos de nós temos a sensação de que o corpo não descansou por completo. Então, aguardamos ansiosamente a próxima folga ou fim de semana, para termos mais umas preciosas horinhas de sono. Só que, mesmo após o sonhado descanso a mais, continuamos sentindo cansaço. Como a vida não para, aprendemos a conviver com esse fato, sempre com a esperança de que a fadiga irá passar assim que tivermos um sono mais prolongado.

Em tempo: deixo aqui um alerta para as pessoas que apresentam esses sintomas e fazem uso de substâncias que estimulam o sistema nervoso central para se manterem alertas: esse hábito é perigoso e prejudicial à saúde!

Devemos parar um minuto para fazer a seguinte pergunta: dormir demais é normal? Cuidado, esse sono acumulativo pode não ser apenas cansaço, e sim sinal de alguma doença crônica.

A privação de sono é um dos motivos da sonolência, porém não é o único. Algumas doenças não apresentam sinais importantes de imediato, podem passar até anos desapercebidas. Por exemplo, a anemia crônica deixa a pessoa cansada, sonolenta, desanimada, sem vontade de fazer as tarefas diárias. O mesmo pode ocorrer com quem sofre de depressão, distúrbios hormonais da tireoide e diabetes.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono pode gerar sonolência excessiva durante o dia, cansaço permanente e falha na memória. E o que devemos fazer para saber se esses sintomas são em decorrência de cansaço e estresse ou se estamos com alguma doença não diagnosticada? O principal é buscar a avaliação de um médico, que irá investigar as condições e qualidade do seu sono, assim com solicitar os exames necessários. Cuide bem da sua saúde!

Vale destacar que a qualidade da sua noite de sono é muito mais importante que o fato de ser ou não longa. Bom, esse é um assunto para o nosso próximo encontro. Até lá!

O sono do atleta

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Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono
Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono

Por séculos, o sono foi encarado como um mistério a ser desvendado. Apesar de ampla investigação no decorrer dos tempos, até hoje existem vários mitos sobre o tema.

Para algumas pessoas, o ato de dormir ocorre simplesmente por uma necessidade do corpo ao fim de um dia de trabalho. Muitos não conhecem os benefícios e malefícios de uma noite bem ou mal dormida. Porém, graças a diversos estudos e pesquisas, hoje temos ciência de uma pequena parte das vantagens de se ter uma boa noite de sono.

Durante o período em que estamos dormindo, nosso organismo se reorganiza secretando hormônios, sintetizando gorduras, liberando substâncias que nos deixam relaxados e renovados… Tudo isso para que, ao iniciar um novo dia, possamos realizar nossos afazeres com energia e vitalidade, inclusive aqueles que levam o esforço físico além dos limites da normalidade, como os atletas.

Foi exatamente por meio de estudos e pesquisas que pudemos entender que o ato de dormir bem não é uma simples necessidade do corpo, e sim uma atividade essencial ao nosso metabolismo. Em relação a atletas, por exemplo, descobriu-se que algumas horas de sono a mais podem ocasionar melhora no rendimento.

No entanto, deve-se entender que cada pessoa tem uma necessidade diferente de tempo de sono. Há quem precise de apenas 6 horas por noite para acordar renovado e pronto para encarar as tarefas do dia – são os chamados “dormidores curtos”. E existem indivíduos que necessitam de pelo menos 8 a 9 horas para se sentirem novo em folha na manhã seguinte – são classificados como dormidores longos. Somente após você identificar em qual grupo se inclui pode se programar para ter horas de sono de acordo com seu perfil.

Os atletas costumam ter uma rotina de treinos diários que se iniciam de manhã bem cedo ou ainda na madrugada. O rendimento não depende do perfil de sono, mas se um dormidor curto e um longo começarem seus exercícios no mesmo horário, a tendência é que o primeiro alcance sua meta com menos esforço que o outro, pois seu período de sono foi suficiente para recarregar todas as energias. Por isso, no caso dos esportistas, torna-se ainda mais importante realizar a classificação do perfil de sono.

Em resumo, o essencial não é ter horas de sono a mais ou a menos. Ter um sono de qualidade é o que realmente importa, pois ajuda a liberar substâncias necessárias ao nosso organismo, age na recuperação do tecido celular forçado durante os treinos/tarefas diárias e, além disso, melhora nosso raciocínio, concentração e humor. Faça por onde dormir bem!

Cochilo (sesta): bom ou ruim?

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Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono
Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono

O ato de dormir por alguns minutos após o almoço originou-se na Espanha e outras localidades da Europa e hoje é costumeiro em países como China, Vietnã, Índia e Brasil (algumas regiões), além de nações do Oriente Médio e até mesmo da África.

A palavra “Sesta”, de origem latina, tem origem na expressão latina “hora sexta”, que no calendário romano correspondia à sexta hora a partir do início da manhã. “Fazer a sesta”, como muitos dizem, é dar uma breve cochilada no comecinho da tarde, geralmente após o almoço, e é encarado por várias pessoas como necessário para seguir produzindo no restante do dia.

Esse hábito gera benefícios para alguns, nem tanto para outros, e há quem acumule prejuízos. Confira os ganhos mais comuns:

  • Melhora do humor;
  • Aumento da vigilância;
  • Relaxamento;
  • Redução da fadiga;
  • Melhor memorização;
  • Melhor desempenho e reflexos mais rápidos.

As pessoas que se beneficiam deste período de breve sono costumam relatar que se sentem renovadas, bem dispostas e mais alertas. Porém, como já alertamos, nem todos reagem da mesma forma. Alguns ficam confusos, apresentam mal-estar após despertar e até certa irritabilidade. Também é correto afirmar que cochilos prolongados podem interferir no sono noturno, principalmente no caso de quem já sofre com algum tipo de insônia.

A necessidade extrema de tirar um cochilo após o almoço pode ser sinal de que alguma coisa está errada em seu organismo – sono noturno mal dormido ou algum tipo de privação de sono (como apneia), por exemplo. Como teste, tente cochilar após o almoço por 30 minutos, no máximo, e perceba como seu corpo e mente irão reagir no decorrer do dia e durante a noite de sono. Se o saldo for positivo, que tal incorporar esse hábito no seu dia a dia? Pense nisso!

O que é insônia? Como podemos evitá-la?

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Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono
Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono

Com a chegada da eletricidade, a vida cotidiana sofreu uma brusca mudança. Podemos dizer que a luz elétrica foi um marcador de costumes e hábitos na sociedade. As pessoas adotaram comportamentos mais agitados, ficando mais tempo fora de casa; bares e restaurantes passaram a fechar mais tarde, com refeições que podem ser consumidas até tarde da noite e bebidas expostas em grandes estantes iluminadas.

Juntamente com a eletricidade vieram avanços tecnológicos que nos disponibilizaram geladeira, televisão, computador, telefone celular… E a mais fascinante dentre elas: a internet.

Com todos esses avanços, nosso organismo também teve que se adaptar. Consequentemente, surgiram muitas doenças e sintomas, como a insônia, que pode ser definida como dificuldade para iniciar/manter o sono e/ou tipo de sono não reparador.

A insônia atinge de 10% a 40% da população e tem como alguns de seus sintomas sonolência no dia seguinte, alterações de humor, lapsos de memória e dificuldade de aprendizado.

Nosso organismo começa a se preparar para dormir ao entardecer.  Temos um hormônio chamado melatonina, responsável por fazer com que nosso cérebro saiba que está na hora de dormir. A melatonina tem secreção baixa durante o dia e alta durante a noite, quando atingimos temperatura corporal mais baixa, e alcança o pico de concentração entre 2 e 4 horas da madrugada.

Outros fatores do dia a dia contribuem para a insônia, como estresse, ansiedade, problemas familiares, etc. Confira algumas dicas para evitar noites acompanhadas por esse mal tão comum nos dias atuais.

1 – Ao entardecer, comece a diminuir os estímulos luminosos. Deixe alguns lugares da casa com luz apagada. Além da economia de energia elétrica, isso gera um alerta para o cérebro de que o dia está acabando e temos que nos preparar para dormir. Se você passa o dia quase todo fora de casa e tem o hábito de acender todas as luzes quando chega – para ter a sensação de que o dia será estendido –, saiba que isso hiperestimula nosso cérebro, atrasando o processo do sono.

2 – Opte por refeições noturnas mais leves. Não exagere nos carboidratos e evite ingerir bebidas alcoólicas.

3 – Utilize o quarto apenas para dormir. Evite responder e-mails ou mensagens de celular na cama.

4 – Não faça refeições na cama e tente não jantar após as 21 horas. Nossa digestão demora de 2 a 3 horas, e isso pode retardar o início do sono.

5 – Tenha hábitos saudáveis e faça exercícios regularmente, a fim de deixar o organismo propício para um bom sono.

Sonolência na gravidez

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Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono
Dr Agnaldo Carlesse, especialista em Medicina do Sono

Sonolência excessiva na gravidez ainda gera dúvidas e, às vezes, angústia nas futuras mamães.

Ao contrário do que se pensava até tempos atrás, o sono não é um monstro que se apodera do nosso corpo durante a noite e nos faz sofrer com sensações e emoções fora de nosso controle. Na verdade, trata-se de um estado normal de repouso caracterizado pela supressão da atividade perceptiva e da motricidade voluntária em diversos graus de profundidade.

Por que se tem mais sono na gravidez? Qual o pior período?
No primeiro trimestre da gravidez, o cansaço e o sono têm origem nas alterações fisiológicas e hormonais que o corpo começa a apresentar. Primeiramente, ocorre uma grande variação nos níveis de hormônios. O principal deles é a progesterona. Responsável pela manutenção da gravidez no primeiro trimestre, este hormônio responde por vários efeitos colaterais, como cansaço e sono excessivo, que são quase incontroláveis neste período. É nesta fase que ocorre a implantação do óvulo na parede do útero e a formação da placenta. Soma-se a isso o fato de que o corpo da futura mamãe passa a exigir mais concentração de oxigênio (até 20% a mais que o habitual), tornando a respiração mais rápida e, consequentemente, gerando mais cansaço.

Agora já sabemos o porquê do cansaço e sonolência. O que fazer para melhorar essa situação?
A futura mamãe deve dar uma pausa e descansar quando há um pico dessa sensação. Não é necessário parar para dormir, a fim de evitar a perda do sono à noite.

Essa sensação termina após o primeiro trimestre?
No segundo trimestre de gravidez, o cansaço e o sono excessivo vão diminuindo, e a vida vai voltando ao normal. Vale aproveitar esse período para fazer exercícios e cuidar melhor da alimentação. Aproveite cada minuto da sua gravidez, pois os momentos são únicos e cada dia é uma novidade.

E quais os desafios do último trimestre de gestação?
No terceiro trimestre, devido ao crescimento do bebê e do peso, a futura mamãe começa a ter dificuldades para dormir. Torna-se complicado encontrar a posição adequada na cama devido ao aumento do volume abdominal.

Algumas dicas para dormir bem:

  • Não utilize a cama para cochilar durante o dia: ela deve ser usada apenas para dormir à noite;
  • Não assista TV na cama antes de dormir. O estímulo luminoso pode atrapalhar seu sono;
  • Faça refeições leves no jantar, para seu organismo não ficar sobrecarregado na hora de dormir e você correr o risco de ter insônia ou sensação de mal-estar;
  • Quando cair a noite, diminua a luminosidade da casa apagando o máximo possível de luzes. Além de economizar, você terá uma noite melhor de sono;
  • Ao dormir de lado, experimente utilizar um travesseiro entre os joelhos para alinhar bem o quadril e a coluna.

E lembre-se: após o nascimento do bebê será preciso adaptar seu sono ao dele. Mas aí já é assunto para o nosso próximo encontro…